A ozonioterapia é uma abordagem terapêutica integrativa utilizada como complemento no tratamento de diversas condições clínicas, especialmente aquelas associadas à dor crônica, processos inflamatórios persistentes e distúrbios circulatórios. Tem sido procurada por pacientes com artrite reumatoide, fibromialgia, esclerose múltipla, doenças neurológicas, ortopédicas, além de aplicações na área dermatofuncional, como flacidez cutânea e recuperação tecidual após procedimentos estéticos.
Origem histórica da ozonioterapia
O uso terapêutico do ozônio remonta a 1935, quando o médico e professor de cirurgia Erwin Payr, da Universidade de Leipzig (Alemanha), observou seu dentista empregar o ozônio para a desinfecção de cavidades dentárias. A partir dessa observação, Payr passou a investigar a aplicação do gás em procedimentos cirúrgicos, especialmente com o objetivo de reduzir infecções no pós-operatório. Seus estudos abriram caminho para o desenvolvimento sistematizado da ozonioterapia médica.
Desde então, a técnica evoluiu e passou a ser utilizada em diferentes países, sobretudo na Europa, com destaque para Alemanha, Portugal, Espanha, Rússia e Itália, onde integra protocolos clínicos em serviços públicos e privados de saúde.
O que é o ozônio medicinal e como ele age no organismo
O ozônio medicinal consiste em uma mistura controlada de oxigênio (aproximadamente 95%) e ozônio (cerca de 5%), produzida por equipamentos específicos de uso médico. Diferentemente do ozônio atmosférico, o ozônio medicinal é utilizado em concentrações precisas e seguras, respeitando protocolos clínicos.
Quando administrado corretamente, o ozônio atua como um modulador biológico, estimulando respostas fisiológicas do próprio organismo. Entre seus principais mecanismos de ação, destacam-se:
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Estímulo à produção de enzimas antioxidantes endógenas
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Melhora da oxigenação tecidual e do metabolismo celular
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Modulação do sistema imunológico
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Regulação de processos inflamatórios
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Estímulo à regeneração tecidual por meio da liberação de fatores de crescimento
Além disso, o ozônio apresenta propriedades bactericidas, fungicidas e virucidas, o que explica seu uso como agente auxiliar em infecções e feridas de difícil cicatrização.
Situação da ozonioterapia no Brasil
Apesar de ser utilizada clinicamente há quase 90 anos em outros países, no Brasil a ozonioterapia ainda enfrenta resistência institucional. Durante muito tempo, seu uso foi alvo de debates entre conselhos profissionais, o que contribuiu para uma adoção mais lenta.
Um dos fatores frequentemente apontados por defensores da terapia é o fato de o ozônio ser uma substância natural e não patenteável, o que limita o interesse da indústria farmacêutica em financiá-la ou promovê-la. Ainda assim, a ozonioterapia vem ganhando espaço principalmente na fisioterapia, enfermagem e medicina integrativa, sempre como tratamento complementar, e não substituto absoluto da medicina convencional.
Duração do tratamento e resposta individual
O tempo de tratamento com ozonioterapia varia conforme o quadro clínico, a via de aplicação e a resposta individual de cada paciente. O organismo necessita de um período de adaptação, e os resultados costumam ser progressivos.
Há relatos clínicos de pacientes com dores crônicas que apresentaram melhora significativa após 4 sessões, assim como atletas de alto rendimento que obtiveram benefícios com 2 ou 3 aplicações. No entanto, cada caso deve ser avaliado individualmente, e a regularidade do tratamento é fundamental para bons resultados.
Principais benefícios associados à ozonioterapia
Entre os benefícios mais frequentemente observados, destacam-se:
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Ação analgésica e anti-inflamatória
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Estímulo à circulação sanguínea
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Melhora da drenagem linfática
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Otimização do transporte e uso do oxigênio pelos tecidos
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Auxílio na regulação das funções hepática, renal e tireoidiana
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Apoio ao sistema imunológico
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Redução do estresse oxidativo quando bem indicado
Por essas características, a ozonioterapia tem sido utilizada como alternativa complementar para pacientes que apresentam intolerância ou alergia a medicamentos, especialmente anti-inflamatórios e analgésicos convencionais.
Vias de aplicação da ozonioterapia
A ozonioterapia pode ser realizada por diferentes técnicas, conforme a indicação clínica:
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Auto-hemoterapia maior ou menor: retirada de sangue, ozonização e reintrodução no organismo por via intravenosa ou intramuscular.
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Insuflação retal: aplicação do ozônio por sonda, com rápida absorção pela mucosa intestinal.
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Aplicação subcutânea ou intramuscular: injeções locais em áreas de dor ou inflamação.
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Intradiscal: utilizada em casos de hérnia de disco e lombalgia, com ação direta sobre o disco intervertebral.
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Aplicações dermatológicas: uso subcutâneo ou tópico (óleos ozonizados) para regeneração da pele, acne, infecções cutâneas e cicatrização.
Contraindicações e cuidados
Apesar de seus benefícios potenciais, a ozonioterapia não é indicada para todos os pacientes. A principal contraindicação absoluta é a deficiência da enzima Glicose-6-Fosfato Desidrogenase (G6PD), condição conhecida como favismo.
Outras contraindicações incluem:
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Gravidez
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Hipotireoidismo descompensado
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Infarto agudo do miocárdio recente
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Distúrbios de coagulação ou baixa contagem de plaquetas
A avaliação prévia por um profissional habilitado é indispensável para garantir segurança.
Considerações finais
O número de sessões, a via de aplicação e os resultados da ozonioterapia dependem diretamente das condições clínicas do paciente. Para potencializar seus efeitos, recomenda-se que o paciente esteja bem hidratado e adequadamente nutrido, já que o ozônio atua na regulação do equilíbrio oxidativo do organismo.
A ozonioterapia não deve ser vista como cura milagrosa, mas como uma ferramenta terapêutica complementar, que pode oferecer benefícios relevantes quando utilizada de forma criteriosa, ética e baseada em protocolos clínicos adequados.
Ozonioterapia em Porto Alegre, RS
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