A terapia do ozônio ao redor do mundo

O uso terapêutico do ozônio tem raízes históricas que remontam ao início do século XX. Durante a Primeira Guerra Mundial, médicos alemães e ingleses passaram a empregar o ozônio no tratamento de ferimentos em soldados feridos no campo de batalha. Naquele contexto, a medicina enfrentava enormes desafios relacionados a infecções, gangrenas e septicemias, em um período anterior ao uso disseminado de antibióticos.

O ozônio mostrou-se particularmente útil devido à sua potente ação antisséptica, ajudando a combater bactérias, vírus e fungos presentes em feridas abertas. Além disso, observou-se que sua aplicação contribuía para acelerar a cicatrização dos tecidos, melhorar a oxigenação local e reduzir processos infecciosos graves, o que, em muitos casos, diminuiu a necessidade de amputações. Paralelamente, o gás também passou a ser utilizado para a esterilização de instrumentos cirúrgicos, reduzindo significativamente os riscos de contaminação durante procedimentos médicos.


Reconhecimento e uso em diferentes países

Com o avanço das pesquisas ao longo do século XX, a ozonioterapia passou a ser estudada de forma mais sistemática e incorporada à prática clínica em diversos países. Na Europa, especialmente na Alemanha, Áustria e Suíça, a técnica é reconhecida e regulamentada, integrando o sistema de saúde como terapia complementar. Na Alemanha, por exemplo, procedimentos com ozônio passaram a ser cobertos por seguros de saúde a partir da década de 1980, reflexo de décadas de estudos clínicos e padronização de protocolos.

Em Cuba, a ozonioterapia foi oficialmente incorporada ao sistema público de saúde em 2010. Desde então, o país investe fortemente em pesquisa científica na área, utilizando o ozônio como tratamento adjuvante em doenças infecciosas, dores articulares, problemas circulatórios e processos inflamatórios crônicos.

No Brasil, a técnica foi reconhecida pelo Ministério da Saúde em 2018, ao ser incluída na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS). Sua aplicação ocorre de forma complementar e está sujeita às normas e regulamentações específicas dos conselhos profissionais, como os de medicina, enfermagem, odontologia e fisioterapia, variando conforme a formação e o campo de atuação de cada profissional.


Organizações científicas e produção de conhecimento

No cenário internacional, diversas entidades dedicam-se ao estudo, à pesquisa e à padronização da ozonioterapia. A mais antiga é a International Ozone Association (IOA), fundada em 1971 nos Estados Unidos, com foco na pesquisa científica e na disseminação do uso seguro do ozônio em diferentes áreas.

Já a organização mais influente na área médica é a Sociedade Médica Alemã para a Ozonioterapia, criada em 1972. Com mais de 1.500 membros, a entidade é responsável pela formação de profissionais, elaboração de protocolos clínicos e incentivo a estudos científicos sobre os efeitos terapêuticos do ozônio.


Como o ozônio age no organismo

O ozônio medicinal é uma mistura controlada de oxigênio e ozônio (O₂–O₃), aplicada em concentrações específicas. Ao entrar em contato com o organismo, ele reage rapidamente com componentes biológicos, gerando substâncias chamadas de mensageiros oxidativos, como peróxidos e ozonídeos. Essas substâncias desencadeiam uma série de respostas fisiológicas benéficas, quando utilizadas de forma adequada e controlada.

Entre os principais efeitos atribuídos à ozonioterapia estão:

  • Ação antimicrobiana, auxiliando no combate a bactérias, vírus e fungos;

  • Melhora da oxigenação tecidual, ao favorecer a liberação de oxigênio pelos glóbulos vermelhos;

  • Modulação do sistema imunológico, estimulando respostas de defesa sem provocar imunossupressão;

  • Efeito anti-inflamatório, reduzindo mediadores inflamatórios;

  • Ativação da circulação sanguínea, especialmente em áreas com baixa perfusão;

  • Estímulo à regeneração celular e cicatrização.

É importante ressaltar que a ozonioterapia não substitui tratamentos médicos convencionais, sendo utilizada como terapia complementar, sempre dentro de protocolos seguros e supervisionados por profissionais capacitados.


Vias de aplicação da ozonioterapia

A ozonioterapia pode ser administrada por diferentes vias, escolhidas conforme a condição clínica, o objetivo terapêutico e a formação do profissional. As principais são:

  • Aplicação tópica, por meio de água ou óleo ozonizado, especialmente indicada para feridas, queimaduras, úlceras e doenças de pele;

  • Insuflação retal, uma das vias sistêmicas mais utilizadas, com boa absorção e efeitos imunomoduladores;

  • Auto-hemoterapia maior e menor, em que o sangue do próprio paciente é ozonizado e reinfundido (prática restrita a profissionais habilitados);

  • Infiltrações locais, usadas em dores articulares, musculares e lesões esportivas;

  • Aplicação odontológica, em procedimentos periodontais e controle de infecções;

  • Uso em bolsas ou câmaras, para tratar membros com feridas ou infecções locais.


Indicações terapêuticas complementares

A ozonioterapia tem sido utilizada como apoio no tratamento de diversas condições, entre elas:

  • Doenças circulatórias e cardiovasculares (aterosclerose, angina, hipertensão);

  • Doenças inflamatórias crônicas, como artrite e colite;

  • Distúrbios do sistema imunológico, como HIV e lúpus;

  • Doenças respiratórias, incluindo asma, bronquite e sinusite;

  • Dores de cabeça e enxaquecas;

  • Lesões musculares e esportivas;

  • Feridas crônicas e queimaduras;

  • Distúrbios do sono;

  • Doenças neurológicas, como neuropatias e esclerose múltipla;

  • Questões ginecológicas, como infertilidade e cistos ovarianos;

  • Doenças dermatológicas, como acne e micoses;

  • Terapia complementar em pacientes oncológicos, visando melhora da qualidade de vida.

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