Ozonioterapia: o que é, para que serve e como é aplicada

A ozonioterapia é uma prática terapêutica complementar que utiliza uma mistura controlada de oxigênio e ozônio medicinal com o objetivo de estimular mecanismos naturais do organismo, modular processos inflamatórios e favorecer a recuperação de diferentes condições clínicas. Seu uso vem sendo estudado há mais de um século e, atualmente, a Associação Brasileira de Ozonioterapia (Aboz) reconhece mais de 250 condições médicas que podem se beneficiar desse recurso quando empregado como coadjuvante ao tratamento convencional.

Breve histórico

A aplicação terapêutica do ozônio começou a ganhar relevância durante a Primeira Guerra Mundial, quando o médico alemão Christian Friedrich Schönbein observou seus efeitos no tratamento de feridas infectadas em soldados. O ozônio mostrou-se particularmente útil na desinfecção de lesões, reduzindo infecções graves e evitando, em muitos casos, amputações causadas por gangrena.
Com o avanço da tecnologia médica e dos métodos de dosagem segura, a ozonioterapia passou a ser utilizada em clínicas e hospitais em diversos países.

Reconhecimento internacional

Atualmente, a ozonioterapia integra práticas de saúde complementar em países como Alemanha, Espanha, Portugal, Rússia, China, Cuba, Grécia e Turquia, além de estar presente em 32 estados dos Estados Unidos. Em muitos desses locais, ela é empregada como suporte em tratamentos médicos, odontológicos, estéticos e fisioterapêuticos.


Principais condições que podem ser beneficiadas

Embora a lista de indicações seja extensa, as aplicações mais frequentes incluem:

1. Doenças infecciosas

  • Infecções agudas e crônicas por bactérias, fungos, vírus e parasitas

  • Infecções resistentes a antibióticos (como osteomielite, peritonite e úlceras diabéticas)

  • Infecções hepáticas, hepatites virais, candidíase, HPV, herpes zoster

  • Auxílio no manejo de infecções associadas ao HIV

  • Infecções bucais e periodontites

2. Doenças inflamatórias e autoimunes

  • Doença de Crohn

  • Artrite reumatoide

  • Esclerose múltipla (como terapia de suporte)

3. Doenças vasculares e isquêmicas

  • Isquemias crônicas

  • Doenças cardíacas e cerebrovasculares

  • Insuficiência circulatória periférica

4. Doenças degenerativas e musculoesqueléticas

  • Hérnia de disco

  • Artroses

  • Tendinites

  • Dores lombares e cervicais

  • Fibromialgia

5. Doenças respiratórias

  • Asma

  • Bronquite

  • Enfisema

  • Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)

  • Síndrome do desconforto respiratório agudo

6. Doenças neurológicas e sensoriais

  • Neuropatias periféricas

  • Labirintite

  • Perda auditiva

7. Doenças dermatológicas e estéticas

  • Dermatites

  • Psoríase

  • Feridas crônicas

  • Manchas na pele

  • Varizes

  • Celulite

  • Gordura localizada

8. Suporte em oncologia

  • Redução de efeitos colaterais da quimioterapia e radioterapia

  • Melhora da oxigenação tecidual e do bem-estar geral


Benefícios terapêuticos atribuídos ao ozônio medicinal

Entre os principais efeitos descritos na prática clínica, destacam-se:

  • Modulação da resposta inflamatória

  • Ação anti-inflamatória e analgésica

  • Estímulo à regeneração tecidual e celular

  • Melhora da oxigenação dos tecidos

  • Aumento da circulação periférica

  • Ação antisséptica e antimicrobiana

  • Potencialização dos efeitos de outros tratamentos

  • Redução de efeitos colaterais de terapias agressivas

  • Melhora do aspecto estético da pele

Em determinados quadros, a ozonioterapia pode reduzir a necessidade de medicamentos ou até adiar intervenções cirúrgicas, sempre como complemento ao tratamento médico convencional, nunca como substituição.


Vias de aplicação da ozonioterapia

A escolha da via depende da condição clínica, do objetivo terapêutico e da avaliação profissional. As principais formas de aplicação incluem:

1. Auto-hemoterapia maior e menor

  • Retirada de sangue do paciente, mistura com ozônio e reinfusão

  • Indicada para doenças sistêmicas, autoimunes e infecciosas

2. Insuflação retal

  • Aplicação de ozônio por via retal

  • Muito utilizada em doenças inflamatórias, intestinais e sistêmicas

3. Injeções locais e intra-articulares

  • Aplicação em músculos, articulações, coluna ou áreas dolorosas

  • Indicada para hérnias de disco, artroses, tendinites e dores crônicas

4. Aplicação tópica

  • Uso de água ozonizada ou óleo ozonizado sobre a pele

  • Indicada para feridas, úlceras, infecções cutâneas e estética

5. Bagging (sacos plásticos selados)

  • Membro ou área corporal envolvida em um saco com ozônio

  • Indicada para feridas crônicas e infecções locais

6. Insuflação vaginal ou uretral

  • Indicada para infecções ginecológicas ou urinárias

7. Injeção subcutânea ou intradérmica

  • Muito usada em estética, celulite, gordura localizada e dor miofascial

8. Uso odontológico

  • Aplicação em gengivas, canais radiculares e lesões bucais


Segurança, contraindicações e efeitos colaterais

A ozonioterapia é considerada relativamente segura quando aplicada por profissionais habilitados e com equipamentos adequados. Os efeitos colaterais, quando ocorrem, costumam ser leves e transitórios, como dor local, sensação de queimação ou fadiga temporária.

Entretanto, existem contraindicações importantes, incluindo:

  • Deficiência da enzima Glicose-6-Fosfato Desidrogenase (G6PD) — favismo

  • Anemia severa

  • Hipertireoidismo descompensado

  • Diabetes descompensado

  • Doenças cardíacas graves

  • Gravidez (em determinadas vias de aplicação)


A ozonioterapia deve ser encarada como um tratamento complementar, atuando em conjunto com abordagens médicas convencionais, como medicamentos, fisioterapia e mudanças no estilo de vida. Mesmo quando os resultados são positivos, o paciente nunca deve interromper ou substituir terapias prescritas por seu médico sem orientação profissional.

Ozonioterapia em Porto Alegre, RS

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